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Belgas na Colônia de Rio Novo (ES)

A Colônia de Rio Novo, fundada em 30 de dezembro de 1854 no Espírito Santo pelo Major Caetano Dias da Silva, foi uma iniciativa privada de colonização. Financiada por a Associação Colonial Agrícola do Rio Novo, focou na atração de imigrantes europeus para lotes devolutos na região que hoje compreende o município de Rio Novo do Sul.

No dia 24 de junho de 1858, o barco "Dom Afonso" entrou no porto de Itapemirim com ao bordo 10 famílias holandeses e 7 belgas. Seu destino era a Colônia de Rio Novo. Lá, perto do rio São Caetano, um afluente do rio Pau d'Alho, receberam suas lotes. No lugar já moravam 12 famílias suíças e alguns franceses e alemães.

Segundo os panfletos de propaganda, eles receberiam uma casa confortável e um terreno pronto para o plantio. A realidade era bem diferente. Receberam uma cabana com telhado de palha no meio da selva. A gestão da Associação atuou negligente e ineficaz. Mesmo a distribuição dos terrenos não estava em conformidade com a lei, segundo Caetano Dias, "devido à falta de agrimensores qualificados". 

Das 176 pessoas que chegaram a Pau d'Alho vindas da Europa, mais da metade já havia morrido em novembro de 1858. Tanto Dom Pedro II quanto o Barão Johann Jakob von Tschudi, que visitaram a região em 1860, observaram em seus relatórios que "Os colonos pareciam doentes, queixavam-se dos maus-tratos e do desrespeito aos seus contratos". 

A contabilidade também estava em péssimo estado, e os acionistas retiraram seus investimentos. Desesperado, o major recorreu ao governo. Assim, a colônia passou em 1861 para o Governo Central, alcançando emancipação em 1880.

Detalhes sobre o destino das famílias belgas faltam. Também não conhecemos seus nomes e sobrenomes. Qualquer informação adicional é bem-vinda.

Fonte

"Op een dag zullen ze ons vinden": Een Zeeuwse geschiedenis in Brazilië / Ton Roos en Margje Eshuis. - 2008. ISBN 978-90-8788-048-4.

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