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Colônia belga na região serrana de Santa Cruz (RS)

Logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, os belgas Petrus Joseph Goolenaers (nascido 28.08.1901 em Brasschaat, Bélgica), sua esposa Josephina, junto com o filho Ludovicos (13.01.1931, Merksem, Bélgica), migraram para a região serrana de Santa Cruz, no Rio Grande do Sul, Brasil, onde chegaram en 17 de novembro de 1948. Na terra natal, ele trabalhava como maquinista e ela como cobradora de trem. Josephina estava gravida do segundo filho Leopoldo.

Terras em Santa Cruz

No distrito Pinhal, existia uma grande fazenda de reflorestamento de eucaliptos e é possível que houvesse um projeto de colonizar a região. Uma publicidade que saiu no dia 25 de janeiro de 1949 no jornal local, Gazeta, menciona a venda de terras em linha Pinhal, Fazenda Mottin onde ficava a chamada colônia Belga. Alguns dos sobrenomes dos compradores sugerem que eles são belgas: Coertjens, Van der Straten, Jan Verheltz (provavelmente Verhelst), Jan Verydt e Gooldenaers (provavelmente Goolenaers).

A instalação oficial da colônia belga aconteceu no domingo 18 de setembro de 1949 com um ato solene seguido de missa festiva. "A colônia era composta de 30 pessoas, numero que aumentara breve com vinda de novos imigrantes já anunciados" menciona a Gazeta de 16 de setembro de 1949. No mesmo dia foi inaugurada, na fazenda da Empresa de Reflorestamento Santa Cruz Ltda., a capela da Colônia Belga. A cerimônia religiosa foi iniciada pelo padre Francisco Rogério Poppe. Houve discursos, hasteamento das bandeiras do Brasil e da Bélgica, e almoço com pratos da culinária flamenga preparados pelas senhoras Yvonne Verhelst e Maes-Maurits.

Goolenaers Petrus e JosephinaApós sete anos, os Goolenaers mudaram-se para Santa Cruz e adquiriam moradia no Bairro Arroio Grande. Petrus auxiliava na fiambreria Weindel e plantava flores, verduras e legumes que vendia para os vizinhos. Ele faleceu em 1987 e a esposa em 1982. Petrus falava sete idiomas e gostava de ler.

Recebemos os seguintes informações adicionais do jornalista José Borowsky (15.03.2026): 

Quanto à capela de madeira inaugurada em 1949, ela já não existe mais. Inclusive, atuais moradores da localidade, que se chama Linha Pinhal, não conhecem esta história. A colônia era grande e todos que por lá moravam eram chamados de belgas, mesmo que não fossem.

Leopoldo Goolenaers, que morava aqui na cidade de Santa Cruz do Sul, faleceu no final do ano passado. Ele era filho de Josephina e Petrus Goolenaers. 

Fontes e reproduções:

O artigo online https://www.gaz.com.br/memoria-colonia-belga-em-pinhal/ de autoria de José Borowsky que teve a gentileza de nos enviar cópias dos artigos de jornal a Gazeta.

https://www.wikitree.com/wiki/Goolenaers-1

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